Um jeito diferente de usar o FormSpring

A onda pegou rapidão no Twitter essa semana. Como eu sou loser [ainda bem que não assino como especialista em redes/mídias sociais], nem sei dizer como surgiu, de onde veio, quem fez o primeiro e tudo o mais.

Sei que a info chegou até mim [se tem uma “teoria” que eu adoro é a de um professor lá da Faculdade de Jornalismo que dizia: se você não vai até a informação, ela acaba vindo até você – e tem coisa melhor pra isso que o Twitter? :)] e, matutando de madruga com ela, chegamos à conclusão de que a ferramenta, por mais que esteja funcionando como um arremedo do caderno de confidências, com gente perguntando frivolidades, questionando limites sexuais e outras maravilhas, o Formspring.Me pode sim ter outras aplicações.

O blog Moda Para Homens, por exemplo, tem lá um perfil para responder sobre “moda e comportamento masculino”. Se você é um bronco e não sabe combinar nem camiseta com calça jeans e ainda assim quer sair bonitão por aí, pode mandar sua dúvida pra eles que a galera responde.

E isso é só uma possibilidade. Sugeri no Twitter o seguinte: e se uma professora de Ensino Médio abrisse um perfil no FormSpring para tira-dúvidas de seus alunos, será se funcionaria?

Pensando nisso, resolvi deixar meu perfil por lá com a seguinte proposta: posso te ajudar respondendo alguma coisa? mandaê, então!

Aí você pergunta: “mas o que você sabe o suficiente para ajudar alguém?” Sei lá, ué. Pergunta e a gente dá um jeito. Mas se você der um confere nos textos que eu já publiquei no Papo de Homem, vai sacar que eu me meto a entender de relacionamentos/mulheres. Quem sabe eu não possa te ajudar nisso?

Lembrando que um dos grandes chamarizes da ferramenta é que você pode mandar suas indagações anonimamente. Obviamente, abusos não serão permitidos. Pra todo o resto, fique à vontade. 🙂

UPDATE
Convido vocês, que leram esse texto até aqui, a se aventurarem da mesma forma e se disporem a ajudar a “internet”, criando um perfil no FormSpring e respondendo perguntas sobre as áreas que vocês dominam. Dividir é a real, e a melhor delas. 🙂

s/t zerotrês

Então mais uma vez é dezembro, e as ruas inteiras fazem o favor de cheirar a férias, a tranquilidade, a futebol na praça, a sorvete, a Rio de Janeiro, a faculdade, a saudade, a macarrona da mãe, a chatice de irmã, a chá de primo. O tempo passa em outro ritmo, as pessoas giram bem rápido de felicidade a cada cinco passos, os gritos de alegria vem das janelas, e de novo você sabe que um ano acabou e que aquela paz de três ou um mês [ou do seu recesso de 15, 10, 5 dias] acomete seu peito. É quando o ano pede trégua: correu tanto, o malino, que agora quer descanso, quer respirar.

Aí o peito sobre e desce como se sempre dormisse, como se sempre tivesse visto a cidade, como se todos os dias encontrasse na mesma mulher o meu amor.

Quero fazer um ensaio só com fotos do por do sol caindo na parede do prédio defronte ao nosso. Assim, mesmo bem clichê, como aquele cheiro dos corredores dos prédios com mais de 50 anos.

Quero de novo pegar o carro e subir para o litoral, quero mostrar a cidade a ela, apresentar meus cantos, ir no jantar da casa da avó, banho na piscina da casa do amigo. As tardes de dezembro em Teresina tiveram tantos detalhes e percepções que hoje, sentir o mês chegando e me envolvendo transborda em mim uma infinidade de sabores e texturas. Sou ao mesmo tempo eu com 5, com 10, com 15, com 20 e com 25.

Como a vida é boa.