Pode abrir o sorriso, mãe

Maldito seja o sumiço do Belchior. O chavão do rapaz latino-americando de 25 anos sem dinheiro no banco ou amigos importantes já era batido antes do bigodudo sair do interior e voltar às graças do falatório. Mas agora que ele virou eremita-tradutor-da-divina-comedia-recluso-quase-incomunicável, a citação está praticamente proibida em qualquer texto sobre idade, grana, relacionamentos e perspectivas que se preze.

Assim, mudo de tom, tema e discurso.

É ter paz quando por a cabeça no travesseiro, conseguir manter quente faz bem, perto. Parabéns, mamãe, seu projeto de homem feliz deu certo

EMICIDA – A Cada Vento

Todo dia um pouquinho, descobrindo a vida de família classe média, pagando o cartão de crédito chorando, guardando moeda no cofre para o presente de natal, procurando aliança significativa [e barata], dormindo à tarde para ficar acordado a madrugada inteira com ela, pedindo delivery de temaki à 01h da manhã, fazendo samba e amor, batendo perna na Paulista, planejando mochilão para a Europa, aprendendo a cozinhar, deixando e pegando na Rodoviária, construindo uma família, imaginando um lar, lavando a louça, aprendendo a cozinhar, comprando batedeira, assando o primeiro bolo de chocolate e outras felicidades dentre as tantas que a vida oferece.

Claro, nessa vida se encontra desafios que estão mais para tristezas paralisantes, mas é nesse momento que a fibra do sujeito se mostra.

E hoje, a minha se mostrou.

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2 respostas em “Pode abrir o sorriso, mãe

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