A cura para a mente

Este deveria ser um post longo sobre amizade, tempo, saudade, compromisso, omissão, desculpas, medo, distância, receio, amor, cumplicidade, confidência e mais um “monte” de outras coisas.

Mas um bloqueio criativo imenso me impede de dizer mais do que essa música, em arranjo [mesmo que não no original] e letra, já diz.

E talvez nem seja necessário algo além disso.

Àqueles que, por ventura, tenham receio, dúvida ou dificuldade de entender quão significativos são na minha vida, eis a poesia de Nick Drake na voz de Elton John.

Time has told me: you’re a rare, rare find – a troubled cure for a troubled mind

E não há nada, nada, nada que vá mudar isso.

Romance perdido #1

Há pessoas que escrevem e são romancistas, poetas e contistas, há pessoas que escrevem e são jornalistas e há pessoas que escrevem e, bem, não sei onde me encaixo. Ou se me encaixo.

Algumas vezes meu ego diz que escrevi algo que seria digno de nota/interessante o suficiente para provocar um romance  ou um conto. Como há muito não tenho tesão por esse [nenhum] tipo de escrita, muito embora o desejo de fazê-lo permaneça, vou [me] enrolando, um dia depois do outro. O que resiste vai para debaixo da tag “romances perdidos” e da categoria “Literatura?” [é favor não ignorar o irônico ponto de interrogação]. Este é só mais um trecho, chamado de #1, mas nem de longe o é.

Bem, ei-lo.

Se você passa tempo demais abafando, calando, fica difícil depois simplesmente querer falar. Porque o vício do silêncio e do sorriso é perverso. Claro, que vício há de acometer alma, corpo ou mente e não ser perverso? O vício, a bem da mentira, não é fraquejo ou dor sempre. Há sempre aquele que se engana: só mais uma noite, só mais um copo, só mais um beijo. Mas o cigarro arranha a garganta desde o primeiro trago, a cachaça adormece a garganta já no primeiro gole, a mentira já aperta a garganta desde a primeira vírgula a mais. “Never complain, never explain”, ela gostava de viver. Ele? Ele era viciado nela. Ou algo assim.

Trecho de abertura de “A história dos vícios e dos amores”, de Pedro Jansen.