As marcas que carrego em mim

Há pelo menos dois anos tinha na cabeça a minha primeira série de tatuagens. Seriam os nomes do meu povo, das pessoas que eu posso chamar de família, dentro daquele esquema de “família de verdade são pais e irmãos”.  Adicione aí uma sobrinha completamente fantástica e então temos as primeiras cinco [um dos meus números da sorte] tatuagens.

Mas surgiu então o sexto elemento na minha “customização” do corpo. Memento Mori, no sentido BEM estrito, é uma frase que era habitué na literatura barroca e que significa “lembra-te que morrerás”. A mim, ser que escondo mais do que mostro [sim, é verdade], a frase cruza qualquer fronteira do entendimento raso do “nossa, que mórbido” e cai na larga e aconchegante vala do “vai fundo, velhote, que a vida é só uma”.

Seguem, então, as tatuagens explicadas, respondendo inclusive à suposição da querida Kellen Carvalho e dispensando quaisquer outras teorias ou opiniões sobre as garras da cidade grande terem ferido meu coração puro. As fotos das tatuagens são da amiga e fotógrafa Juliana Alves.

pais

Meus pais estão nas pernas por que são minha base. Meu pai me ensinou sentindo, mesmo sendo bem distante em relação a sentimentos. Por isso está do lado esquerdo. 

Minha mãe, por sua vez, está do lado direito, racional, minha mão forte, por que foi com ela que eu aprendi as coisas da vida de verdade. A suar a testa, a correr atrás, a me esforçar…

irmas-memento

Minha irmã Ana Clara foi no ombro direito por motivo parecido. Nosso amor nasceu principalmente depois que eu saí de Teresina e ela teve que fazer as vezes de homem da casa, e eu senti nela a energia que minha mãe despertou em mim. 

Minha irmã Carolina está no ombro esquerdo por que minha relação com ela é completamente emocional, sem qualquer traço de sobriedade. Sou todo amor pela minha irmã, pelas coisas que ela fez e é. 

O Memento Mori vai no bíceps direito, que é o meu braço realmente de força, pra me mostrar SEMPRE que a vida é curta e eu preciso fazer o melhor com ela enquanto tá rolando. Ateu que sou, não posso ficar pensando que depois tem mais. É isso e pronto. Força e determinação, num lembrete constante.

eva

E por fim, minha sobrinha Eva vai no braço esquerdo para me abençoar, para balancear as coisas, para me mostrar que eu preciso ser forte em tudo, que eu tenho uma menina linda para mostrar pro mundo e para ficar do ladinho do coração.

São seis e eu ando à procura de uma árvore. Se alguém achar, me mostra.

Anúncios

10 respostas em “As marcas que carrego em mim

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s