Como em julho de 96

Hoje São Bernardo amanheceu ensolarada, preguiçosa e com um vento que batia na porta da varandinha aqui do apê desde cedo. Com compromissos pra resolver, bermuda, camiseta e havaiana de pedreiro, botar o pé na rua foi um movimento sóbrio e tranquilo. Tem um bom tempo que nostalgia nenhuma me abate. Claro, há saudade de certas coisas, alguns momentos, mas essas vêm mais à noite, naqueles segundos que duram uma noite inteira de sono, como é natural…

Mas como aconteceu no julho de 96, nas férias de julho de 96, andar pelas ruas de SBC e ver as copas das árvores balançando e o vento desalinhando o cabelo das pessoas me fez calcular qual o local mais indicado para soltar uma pipa, onde eu poderia arranjar um bom pedaço de bambu, se a venda da esquina teria linha .10 e seda e como eu poderia fazer uma boa rabiola, se com seda ou se com saco de supermercado. Pensei rápido se eu ainda saberia fazer os “besouros” que meu pai me ensinou naquelas férias, a coisa mais simples do mundo mas que eu não faço tem uns 10 anos.

Eu me toco que não é nostalgia, lembrança do meu tempo de criança, vontade de voltar à infância nem nada disso. São só lembranças boas, daquelas que fazem você sorrir do nada e dar ‘bom dia’ pras senhoras que voltam da feira caminhando. Faz parte do mesmo grupo de recordações o tempo que eu ia para o centro de Teresina rodar de banca em banca lendo as revistas aos pedaços, ver as pessoas nas praças, comer pastel com caldo de cana… Essas coisas pequenas…

Será se a Eva gosta de pipa?

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