Ano a ano – parte II

 

É sempre bom recordar os bons momentos de quando você ainda não é gente, não é verdade, meu povo? Pois bem, não larguei a escola na 8ª série, então vamos aos relatos do Ensino Médio.

O 1º ano começa com aquela maravilha que é o uso da farda branca de tecido, você se torna um dos grandes, tem toda aquela coisa que ninguém admite, mas que todo mundo sabe. Ninguém usa mais farda bege. É todo mundo caveira!

Foi no primeiro ano que teve um show tosco do J Quest e foi nesse show que eu peguei a irmã da menina da sétima [aquela lá do outro relato…], em mais uma demonstração de duas coisas: 1 – essa família é muito botadeira de banca; 2 – meu papo tava ficando melhor. Ao invés de dias de conversa mole e insistência cega, algo como duas horas depois das primeiras palavras, lá estávamos nós. Detalhe: até hoje não sei se é verdade, mas a menina me jurou de pé junto que não dava certo por que o namorado dela tava por lá. E tudo que eu dizia era… “e cadê esse namorado, menina, que num ta contigo?”. No fim das contas, o caba deve ter sido corno… (6)

No outro dia fui acusado por um amigo nosso em comum de ser a kind of Humbert, do Nabokov, só por que a menina fazia a 7ª série, vejam só que bobagem…

OBS: Oh, man! Eu não fui pro show por causa do J Quest, mas sim pelas bandas da cidade [Banda Atittude, Mano Crispim e outras lá…]… é bom que isso fique claro!

Mais basquete, mais tardes perdidas na escola, dois livros escritos e perdidos [era assim, eu comprava um caderno e ia escrevendo, escrevendo, escrevendo. Um livro era sobre um guerreiro da Idade Média, tinha espada, usurpação do trono, treinamento na floresta e tudo o mais. Já o outro era uma história mais real, nem lembro direito, sei que eu achava que tava escrevendo os novos romances da juventude. Ainda bem que eu perdi essas porras.], essa era minha vida. Eu não bebia, não fumava e só praticava esportes vestido. Não sei se era bom ou ruim, meu deus…

O detalhe do basquete é que meus joelhos começaram a doer demais, era muito esforço pra um cristão só. Assim, depois de um ultimato do meu ortopedista [ou pára com o basquete e faz natação ou entra na faca], vamos fazer natação. Viva a minha tendinite do capeta. Lembro que eu dei uma mini crise por isso, eu tinha acabado o meu primeiro ano de infanto, logo, seria titular do time durante a temporada inteira, e aí o corno do médico inventa de me mandar fazer natação…

Pois bem… eu continuei jogando basquete até o horário da natação e então atravessava o Diocesano inteiro correndo pra trocar de roupa e cair na piscina. Esses seis meses dentro d’água me concederam mais fôlego pras partidas que eu não abandonei e ombros um pouquinho mais largos, o que na época não fez diferença nenhuma, mas depois…

Detalhe: queria por que queria ir fazer o PAS, em Brasília, mas de recuperação em duas disciplinas, Física e Português [=O], não foi possível.

Nessa época eu já tinha uma grande amiga que conservo até hoje, mas por quem eu fui apaixonado por longos 3 anos. Mas nada acontecia por que ela tinha um namorado tosco. Fazer o que…

Segundo ano começa bombando, já que a minha amiga e paixão de três anos finalmente termina com o namorado. Depois de esperar todo esse tempo, não dei a mínima chance da mocinha se defender. A primeira coisa que eu fiz depois dela me dizer que tinha terminado foi perguntar se ela queria namorar comigo. “Quer namorar comigo? E eu acho que depois de três anos, não tem outra resposta, né?”. Ela também queria, eu sabia, mas enfim, tínhamos 15 anos e não sabíamos o que estávamos fazendo. Namoramos um mês e meio e ela terminou comigo para mais de um ano de silêncio posterior. Ao fim do período de babaquice, fiz questão de restabelecer os laços e seguir com a amizade massa que temos até hoje.

Detalhe: muito depois disso fomos a um tributo a Legião Urbana [OH, MAN!] e ela ficava com um amigo meu de sala, mas antes dele chegar a gente ficou. Muito saudável, minha vida, to vendo aqui que sempre fui cafa. Quando ele chegou, ela me apresentou uma amiga dela, que eu fiquei também. Tudo graças a uma carta que eu tinha escrito esculhambando o Sérgio Martins da Veja por conta de uma matéria que ele havia feito chamada “Religião Urbana”. Um trecho da minha carta foi publicado e essa mocinha queria por que queria conhecer o tal Pedro Augusto Jansen, como foi colocado na revista. Ai, minha amiga fez o intermédio e foi só maravilha.

Não posso deixar passar o fantástico, maravilhoso, estupendo show do Raimundos. Uma das coisas mais fodas que eu já vi na minha vida!

Fim do ano, recuperação em química e uma namorada que terminou comigo do nada e por carta, no meio da recuperação! O bom foi que ela que veio atrás pra gente começar a ficar, ela era prima de uma amiga de sala, me viu no shopping e gamou, a coitada.

Dá-lhe tardes fugindo da aula de reforço pra correr até o Santa Helena e esperar pela educação física dela. Mas a vaca terminou comigo e sumiu. Foi por carta e fiquei em frangalhos no meio da recuperação. Nisso a minha melhor amiga na época soltou fogos, por que as duas não se cheiravam, a menina era meio paty, eu gostava de rock, sabe como é… Foi nesse ano que eu participei de uma edição do festival de música do Diocesano e foi a coisa mais tosca que eu já fiz na vida. E eu ainda achava que meu futuro era ser advogado, pensa aí…

Terceiro ano foi o ano mais vagabundo de todos, não aprendi nada, já não dava satisfações do meu boletim em casa, tinha escolhido o jornalismo pra me fuder ser a profissão da minha vida, ia toda terça e quinta pra Adufpi jogar basquete e paquerar uma mocinha que veio a ser minha namorada posteriormente, fazia um intensivo dias de segunda, quarta e sexta, o que me impedia de treinar, mas mesmo assim fui pra Braseela disputar uma olimpíada para estudantes por lá, vestibular, Senhor dos Anéis, aprovação…

O resto quase todo mundo já sabe… Mas eu conto mesmo assim daqui uns dias.

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