Das coisas que eu preciso fazer enquanto dá tempo

Sabe como é, janeiro chega, você passa a virada na praia, ressaca de um dia inteiro causada por uma grade de Nova Schin, sete dias sem tocar num computador com acesso ilimitado e irrestrito à internet à qualquer hora em que eu necessite checar meu e-mail causam na pessoa uma paranóia sem fim. Há também a paranóia que corrói por dentro das melhores máquinas que o homem foi capaz de inventar, e das piores também.

“Se quando longe de você eu te causava doenças e delírios, perto de mim você causa angústia e sofrimento. Somos verdadeiros opostos literais. Nós deveríamos ser estudados. Eu quero você longe de mim”

Jack Mayle Gusohet

Se eu posso ir à praia, tomar sol e ficar apenas rosado, e não tostado como um toicinho, eu acho ótimo, mas é bem ruim ver a total falta de estrutura dessa terra que em breve vira um deserto, seja pelo calor, seja pela insatisfação das pessoas.

Tomo cervejas até formar uma grade com amigos de longe, de perto, desconhecidos, de longa data e feitos indagorinha, e acho tudo muito bom.

Mas quando acordo, penso mesmo é que tenho milhares de coisas para resolver, e foi por isso que eu comecei esse post. Logo, vamos às tais coisas.

1. Mandar algumas pessoas tomarem no cu – obviamente não é a coisa mais bacana de se fazer no início do ano, mas sabe como é, é preciso manter a minha fama de mau, e se a fama é injustificada, o fato d’eu ter a idade mental de uma criança de 5 anos catarrenta e mimada me faz acreditar que essa [e não o silêncio] é a melhor solução para pessoas indesejadas.
2. Requerer um novo Título de Eleitor – legal, pra quem não liga muito para coisas como a crise interna do governo ou a alteração do nome do PFL pra Democratas, pra quem não sabe em quem vai votar no próximo pleito e sinceramente, está se obrando para isso, perder tempo pra tirar outro título de eleitor é ser muito filho-da-puta. Mas quem mandou ser burro?
3. Perder tempo fazendo alguma coisa que eu não entendi bem o que é no INSS – com certeza vou perder tempo demais lá dentro. Essa sigla me cheira e fede a burocracia. Logo, espero não ter que matar ninguém para ser atendido em tempo recorde. Já me basta a prática do ódio diário contra quem me enche o saco sem ter razão de porra nenhuma.
4. Corrigir, assim que meu computador parar de desligar que nem o sistema de alarme inexistente do MASP, a monografia do meu amigo, irmão, my fella, my guy, Rafael Campos, o homem do machismo e da monografia mais legal dos últimos tempos. Vou ler, meu filho, relaxe e goze.
5. Beber com meus amigos na curva São Paulo, levar a Ju pra comer caranguejo, ir na Mercê encarar que mais um dos minúsculos ciclos em Teresina se fecha, visitar parentes, chegar em casa ao menos mais uns dias de manhã.

2008 começa rápido e feliz, de coração tranqüilo e com areia no juízo e no chão do quarto. Um ano que começa vendo constelações, tomando tequila e vestindo a bata que eu sempre sonhei em comprar não poderia começar de melhor maneira. Quem apostou que a virada do ano seria recheada e permeada de sexo, drogas e rock n’ roll, acertou demais. 66 km de extensão de litoral, 66.000 metros a serem percorridos e um carro a ser comprado.

2008 começa raivoso, como o refrão de The Rat, sangue no olho, mostrando a garra e a presa pra vítima, chute no saco e areia no olho valem demais. Choose your fuckin’ enemies, a saída é com o camburão de 5. A manilha é o ás, já saio trucando logo de cara.

Façam suas apostas, esse ano do caralho acabou de começar.

Tá comigo ou tá com medo?

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