Parabéns! Congratulations! ¡Felicitaciones!

Nunca saberei um jeito não brega de dizer parabéns. Desse modo, deixo o Vinícius falar por mim. Não sobre parabéns e essa baboseira toda. Mas sobre amizade. E o quanto a nossa amizade significa para mim. E como o dia de hoje fica maravilhosamente especial pela tua aprovação.

“Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…” (Vínicius de Moraes)

Parabéns, meu amigo, irmão e jornalista! Eu sei como essa conquista é importante e como foi sofrida pra você. 9,1 não é pra qualquer um!!! o///

Agora arruma a trouxa e vem pra cá! AGORA!!!!!

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Ano a ano – parte II

 

É sempre bom recordar os bons momentos de quando você ainda não é gente, não é verdade, meu povo? Pois bem, não larguei a escola na 8ª série, então vamos aos relatos do Ensino Médio.

O 1º ano começa com aquela maravilha que é o uso da farda branca de tecido, você se torna um dos grandes, tem toda aquela coisa que ninguém admite, mas que todo mundo sabe. Ninguém usa mais farda bege. É todo mundo caveira!

Foi no primeiro ano que teve um show tosco do J Quest e foi nesse show que eu peguei a irmã da menina da sétima [aquela lá do outro relato…], em mais uma demonstração de duas coisas: 1 – essa família é muito botadeira de banca; 2 – meu papo tava ficando melhor. Ao invés de dias de conversa mole e insistência cega, algo como duas horas depois das primeiras palavras, lá estávamos nós. Detalhe: até hoje não sei se é verdade, mas a menina me jurou de pé junto que não dava certo por que o namorado dela tava por lá. E tudo que eu dizia era… “e cadê esse namorado, menina, que num ta contigo?”. No fim das contas, o caba deve ter sido corno… (6)

No outro dia fui acusado por um amigo nosso em comum de ser a kind of Humbert, do Nabokov, só por que a menina fazia a 7ª série, vejam só que bobagem…

OBS: Oh, man! Eu não fui pro show por causa do J Quest, mas sim pelas bandas da cidade [Banda Atittude, Mano Crispim e outras lá…]… é bom que isso fique claro!

Mais basquete, mais tardes perdidas na escola, dois livros escritos e perdidos [era assim, eu comprava um caderno e ia escrevendo, escrevendo, escrevendo. Um livro era sobre um guerreiro da Idade Média, tinha espada, usurpação do trono, treinamento na floresta e tudo o mais. Já o outro era uma história mais real, nem lembro direito, sei que eu achava que tava escrevendo os novos romances da juventude. Ainda bem que eu perdi essas porras.], essa era minha vida. Eu não bebia, não fumava e só praticava esportes vestido. Não sei se era bom ou ruim, meu deus…

O detalhe do basquete é que meus joelhos começaram a doer demais, era muito esforço pra um cristão só. Assim, depois de um ultimato do meu ortopedista [ou pára com o basquete e faz natação ou entra na faca], vamos fazer natação. Viva a minha tendinite do capeta. Lembro que eu dei uma mini crise por isso, eu tinha acabado o meu primeiro ano de infanto, logo, seria titular do time durante a temporada inteira, e aí o corno do médico inventa de me mandar fazer natação…

Pois bem… eu continuei jogando basquete até o horário da natação e então atravessava o Diocesano inteiro correndo pra trocar de roupa e cair na piscina. Esses seis meses dentro d’água me concederam mais fôlego pras partidas que eu não abandonei e ombros um pouquinho mais largos, o que na época não fez diferença nenhuma, mas depois…

Detalhe: queria por que queria ir fazer o PAS, em Brasília, mas de recuperação em duas disciplinas, Física e Português [=O], não foi possível.

Nessa época eu já tinha uma grande amiga que conservo até hoje, mas por quem eu fui apaixonado por longos 3 anos. Mas nada acontecia por que ela tinha um namorado tosco. Fazer o que…

Segundo ano começa bombando, já que a minha amiga e paixão de três anos finalmente termina com o namorado. Depois de esperar todo esse tempo, não dei a mínima chance da mocinha se defender. A primeira coisa que eu fiz depois dela me dizer que tinha terminado foi perguntar se ela queria namorar comigo. “Quer namorar comigo? E eu acho que depois de três anos, não tem outra resposta, né?”. Ela também queria, eu sabia, mas enfim, tínhamos 15 anos e não sabíamos o que estávamos fazendo. Namoramos um mês e meio e ela terminou comigo para mais de um ano de silêncio posterior. Ao fim do período de babaquice, fiz questão de restabelecer os laços e seguir com a amizade massa que temos até hoje.

Detalhe: muito depois disso fomos a um tributo a Legião Urbana [OH, MAN!] e ela ficava com um amigo meu de sala, mas antes dele chegar a gente ficou. Muito saudável, minha vida, to vendo aqui que sempre fui cafa. Quando ele chegou, ela me apresentou uma amiga dela, que eu fiquei também. Tudo graças a uma carta que eu tinha escrito esculhambando o Sérgio Martins da Veja por conta de uma matéria que ele havia feito chamada “Religião Urbana”. Um trecho da minha carta foi publicado e essa mocinha queria por que queria conhecer o tal Pedro Augusto Jansen, como foi colocado na revista. Ai, minha amiga fez o intermédio e foi só maravilha.

Não posso deixar passar o fantástico, maravilhoso, estupendo show do Raimundos. Uma das coisas mais fodas que eu já vi na minha vida!

Fim do ano, recuperação em química e uma namorada que terminou comigo do nada e por carta, no meio da recuperação! O bom foi que ela que veio atrás pra gente começar a ficar, ela era prima de uma amiga de sala, me viu no shopping e gamou, a coitada.

Dá-lhe tardes fugindo da aula de reforço pra correr até o Santa Helena e esperar pela educação física dela. Mas a vaca terminou comigo e sumiu. Foi por carta e fiquei em frangalhos no meio da recuperação. Nisso a minha melhor amiga na época soltou fogos, por que as duas não se cheiravam, a menina era meio paty, eu gostava de rock, sabe como é… Foi nesse ano que eu participei de uma edição do festival de música do Diocesano e foi a coisa mais tosca que eu já fiz na vida. E eu ainda achava que meu futuro era ser advogado, pensa aí…

Terceiro ano foi o ano mais vagabundo de todos, não aprendi nada, já não dava satisfações do meu boletim em casa, tinha escolhido o jornalismo pra me fuder ser a profissão da minha vida, ia toda terça e quinta pra Adufpi jogar basquete e paquerar uma mocinha que veio a ser minha namorada posteriormente, fazia um intensivo dias de segunda, quarta e sexta, o que me impedia de treinar, mas mesmo assim fui pra Braseela disputar uma olimpíada para estudantes por lá, vestibular, Senhor dos Anéis, aprovação…

O resto quase todo mundo já sabe… Mas eu conto mesmo assim daqui uns dias.

Ano a ano – Parte I

Eu entrei no Diocesano [ou Colégio São Francisco de Sales, como era na época do meu pai] com 6 anos. Vinha de uma escola “fraca”, mas muito legal e comia coxinha e fanta uva todo lanche.

Imagine, aos 6 anos, eu ver que um dos meus coleguinhas de sala dizia, todos os dias, na hora da saída para o recreio, que ia pegar um lanche na cantina.

Mais que depressa, deduzi que existia ali uma benesse que precisava ser utilizada o quanto antes, como um imposto a ser compensado.

Alguns dias depois a escola havia requerido a presença da minha mãe para resolver um gravíssimo problema: eu, delinqüente infantil, havia me aproveitado da benesse exclusiva do acordo entre a tia e a mãe-amiga do tal aluno que eu havia imitado. apenas ele podia pegar lanches na conta da professora, coisa que a mãe dele pagaria no fim do mês. Nem preciso dizer que fudeu a porra toda.

Daí que esse foi o grande acontecimento da primeira série [ok, vamos esquecer aqui o causo da mudança de faixa no caratê, tapão no pé do ouvido e choro irrefreável na frente de todos os meus coleguinhas. Claro que larguei o caratê]. Hum, também temos o caso da minha primeira paixão [Luciana, todo ano eu tinha uma musa, tu num sabe a tua sorte em ter falled in love só com 17 anos…], em que eu pedi ao pai da menina a mão dela em casamento. Ele disse que tudo bem, desde que ela aceitasse e a djaba disse não. [som de coisa se quebrando]

Assim, vamos até a segunda série, na qual eu lia como um doido [aliás, eu sempre li como um doido] e antes de chegar ao início do ano letivo, já tinha lido todos os paradidáticos [isso se repetiu até o fim do ensino médio]. Além de ler as fabulosas Enciclopédia Disney e saber bem antes dos meus amiguinhos o que era uma constelação [e diversos outros assuntos ligados à física, química, matemática, história… lembro até que fiz charme pra uma estudante de medicina acolá tem uns dois anos explicando pra ela o processo químico que transforma a glicose em ATP – trifosfato de adenosina, combustível das nossas células, que depois vira ADP – difosfato e que o acúmulo dessa substância leva à formação do ácido láctico, e lá vem a câimbra – ok, arraso na paquera, hein? _o/], o que não me fazia nerd, mesmo que eu fosse quase a Mônica pra responder perguntas. Medo!

Na segunda série também teve paixão, mas não lembro por quem. Na terceira série, repetição da segunda, tédio total, boas notas, aquela coisa toda.

Na quarta eu comecei a encarnar a minha faceta “Capeta em Forma de Guri” e era expulso de sala dia sim dia não. Certa vez, por uma coisa de nada, um colega de sala me tirou do sério e eu mandei o caba calar a boca, no que ele reagiu com um desafiador “vem calar!” e lá fui eu, calei a boca do menino e fui expulso de sala. Me fudi pouco nesse dia.

A 5ª série começou como outra qualquer, não me lembro de ter aprendido nada demais, os anos passavam no Diocesano de uma forma muito regular, continuava com o cão encarnado, ainda me esforçava pra jogar futsal, mas aos poucos via que a porra daquela bola nos meus óculos não ia dar certo. Também foi na 5ª série que eu li um dos melhores livros da minha vida, chamado “A Hora do Amor”, durante um mês inteiro de recreios sacrificados. Nhá!

Foi na 5ª série que aconteceu uma das minhas histórias mais legais. Menina linda + garoto seboso = paixão platônica, claro. Aí eu convenci a mocinha a conversar comigo e tals, minha mãe logo percebeu a paixonite por que eu escovava os dentes e penteava o cabelo. Um dia a mocinha e eu estávamos conversando num dos corredores mais movimentados do Diocesano e de repente ela disse “vamo pra cá…”, que era um banco menos agitado, dava pra conversar melhor. Só que o tapado aqui entendeu “eu já vou indo, tchau” [oO], saí e deixei a menina falando sozinha, o que não foi legal. Claro que ela me disse não, mas era esperado, “ela é tão rica e eu tão pobre, eu sou plebeu e ela é nobre” [arrocha a cantoria!]. Neta do João Claudino, nem digo nada! =X

Foi na 6ª que tudo começou a mudar, quer dizer, eu ainda não pegava ninguém [nem na bunda de ninguém, Luciana :P], mas descobri o basquete e com ele uma coisa fascinante chamada popularidade. Não que eu fosse o MJ do Diocesano [esse posto era ocupado por outro amigo], mas eu passei a conhecer os caras mais velhos do colégio, e falar com eles durante os intervalos e jogar com eles. Os caras não eram nerds, eram legais, e eu acabei conhecendo muita gente [mesmo!]. Nessa época eu já estudava pela manhã de novo.

7ª série eu mudei de turma e conheci mais gente ainda. O basquete me permitiu conhecer a Sanmya, e mais um monte de gente mais nova e mais velha do que eu, e a rede de pessoas conhecidas se ampliou até a incomoda situação de pessoas que eu não conhecia falarem comigo. Mas se você me acha entrosado hoje, devia ter me conhecido naquela época. Ao mesmo tempo senti a mudança de sala e tomei no cu na matemática bonito, ficando de recuperação pela primeira vez.

Aí peguei a primeira mocinha sem contatos intermediários, à custa de muito queixo e babação. Foi um beijo só e fomos embora. Eu queria mais, liguei e tals, e ela não, sofro demais, doido.

Passou e passei, fui pra 8ª no ponto de bala, passei direto, mais basquete, campeonatos, treinos segunda, quarta e sexta, das 18h às 21h, mais educação física e intervalos, minha vida era o basquete. Eu era MAGRO! Vale lembrar que desde o ano anterior eu faltava à aula de reforço pra ir jogar vídeo game ou para fazer trabalhos em grupo inexistentes. Passava a tarde inteira vadiando no colégio, lendo ou fingindo estudar na biblioteca. Eu era maloqueiro, velho!

Cenas dos próximos capítulos amanhã, que a saga ficou longa pacas!

Janeiro continua sendo o pior dos meses

Mas ao menos tem-se o tradicional show de janeiro do Ludovic no Outs.

Essa foi uma das pernas da rota de perigrinação de Aline “Sou quase a Betty Davis” Maria e cia por Sampa ano passado, rendendo fatos e fotos de causar inveja.


fotos por Ju Alves e Aline Maria

Como bom fã azarado da banda [em 2007 o Ludovic fez shows em tudo quando foi canto e eu nunca pude ir. Perigou acabar e eu não tinha visto um pocket show sequer], decidi perder o show de 2/3 do Bonde do Rolê em Santos pra garantir esse ingresso na mini-coleção.

Vodca alucinógena e pixca-pixca, here i go!

“Não existem lugares, existem pessoas”

Como suspiros pregados no chão de terra, rio e pasto, observo as nuvens do alto dos 11.200m acima do nível do mar que essa aeronave me transporta de volta a São Paulo, assim como da primeira vez que fiz a viagem.

O que imaginava ser um leve enjôo, talvez ainda reflexo da farra do último sábado, se mostra agora mesmo um choro tranqüilo de saudade pura e boa. E de todas as imagens que vejo aqui dentro da minha cabeça, fica a do abraço último em você, meu amigo Rafa, que eu amo e admiro.

A proximidade da chegada me dá o choque de realidade costumeiro: a volta aos ônibus, ao metrô, aos bares tomando guaraná com laranja e falando amenidades, e paquerando as moças sem sucesso. O trabalho me espera e com ele a pá derradeira de areia sobre o fascínio que as férias de fim de ano têm.

De absurda e estranha maneira, dessa vez tive a fiel certeza de que meu coração e minhas raízes estavam assim em cima de um muro, como se eu fosse ainda teresinense por fascínio e amor cego e irrestrito, mas já não me reconhecesse imediatamente. Parece que há um esforço cada vez maior para me achar nas coisas e nos lugares. Ainda assim, a madrugada na Frei Serafim me encanta profundamente, acho o sono de Teresina a coisa mais encantadora do mundo.

Enquanto verto as lágrimas, o aperto no peito diminui e eu fico pensando mais no provincianismo da minha terra boa, que tem seus defeitos e belezas, gente que admiro, lugar quente que me deu um sangue cheio de corisco, do tipo ideal para lutar contra qualquer intempérie que seja, agora eu sei ser bem melhor molhar a face que sofrer com o estômago cheio de mariposas.

A casa de minha mãe agora tem paredes coloridas e pode ser clichê dos mais baratos, mas enchem a casa de vida. A sala tem um fundo salmão e o quarto de minha irmã, lilás, o de minha mãe um verde calmo. Meu quarto tem um travesseiro novo e a parede antes amarelada pelas tardes recostado agora são brancas de novo. Minha mãe é dessas mulheres felizes em ter o lar arrumado. Da outra vez que estive em Teresina, observei ainda estarem meus irmãos todos iguais, e Rafa retrucou que as mudanças apenas não eram perceptíveis. Em mim e em todos os outros. A cada vinda, tenho mais cara e jeito de visitante apenas, o que é perfeitamente compreensível. Não discuto nem acho de todo ruim, apenas respeito a ordem natural da vida. É assim mesmo.

Nesse momento em que já encaro pedaços de Sampa da minha janelinha do avião, fico feliz por minha alma ainda ter o repouso bom nos braços dos meus amigos-irmãos, na benção da minha mãe, na voz de minha irmã.

Certas coisas, graças aos deuses, não mudam nunca.

Até a próxima.

Das coisas que eu preciso fazer enquanto dá tempo

Sabe como é, janeiro chega, você passa a virada na praia, ressaca de um dia inteiro causada por uma grade de Nova Schin, sete dias sem tocar num computador com acesso ilimitado e irrestrito à internet à qualquer hora em que eu necessite checar meu e-mail causam na pessoa uma paranóia sem fim. Há também a paranóia que corrói por dentro das melhores máquinas que o homem foi capaz de inventar, e das piores também.

“Se quando longe de você eu te causava doenças e delírios, perto de mim você causa angústia e sofrimento. Somos verdadeiros opostos literais. Nós deveríamos ser estudados. Eu quero você longe de mim”

Jack Mayle Gusohet

Se eu posso ir à praia, tomar sol e ficar apenas rosado, e não tostado como um toicinho, eu acho ótimo, mas é bem ruim ver a total falta de estrutura dessa terra que em breve vira um deserto, seja pelo calor, seja pela insatisfação das pessoas.

Tomo cervejas até formar uma grade com amigos de longe, de perto, desconhecidos, de longa data e feitos indagorinha, e acho tudo muito bom.

Mas quando acordo, penso mesmo é que tenho milhares de coisas para resolver, e foi por isso que eu comecei esse post. Logo, vamos às tais coisas.

1. Mandar algumas pessoas tomarem no cu – obviamente não é a coisa mais bacana de se fazer no início do ano, mas sabe como é, é preciso manter a minha fama de mau, e se a fama é injustificada, o fato d’eu ter a idade mental de uma criança de 5 anos catarrenta e mimada me faz acreditar que essa [e não o silêncio] é a melhor solução para pessoas indesejadas.
2. Requerer um novo Título de Eleitor – legal, pra quem não liga muito para coisas como a crise interna do governo ou a alteração do nome do PFL pra Democratas, pra quem não sabe em quem vai votar no próximo pleito e sinceramente, está se obrando para isso, perder tempo pra tirar outro título de eleitor é ser muito filho-da-puta. Mas quem mandou ser burro?
3. Perder tempo fazendo alguma coisa que eu não entendi bem o que é no INSS – com certeza vou perder tempo demais lá dentro. Essa sigla me cheira e fede a burocracia. Logo, espero não ter que matar ninguém para ser atendido em tempo recorde. Já me basta a prática do ódio diário contra quem me enche o saco sem ter razão de porra nenhuma.
4. Corrigir, assim que meu computador parar de desligar que nem o sistema de alarme inexistente do MASP, a monografia do meu amigo, irmão, my fella, my guy, Rafael Campos, o homem do machismo e da monografia mais legal dos últimos tempos. Vou ler, meu filho, relaxe e goze.
5. Beber com meus amigos na curva São Paulo, levar a Ju pra comer caranguejo, ir na Mercê encarar que mais um dos minúsculos ciclos em Teresina se fecha, visitar parentes, chegar em casa ao menos mais uns dias de manhã.

2008 começa rápido e feliz, de coração tranqüilo e com areia no juízo e no chão do quarto. Um ano que começa vendo constelações, tomando tequila e vestindo a bata que eu sempre sonhei em comprar não poderia começar de melhor maneira. Quem apostou que a virada do ano seria recheada e permeada de sexo, drogas e rock n’ roll, acertou demais. 66 km de extensão de litoral, 66.000 metros a serem percorridos e um carro a ser comprado.

2008 começa raivoso, como o refrão de The Rat, sangue no olho, mostrando a garra e a presa pra vítima, chute no saco e areia no olho valem demais. Choose your fuckin’ enemies, a saída é com o camburão de 5. A manilha é o ás, já saio trucando logo de cara.

Façam suas apostas, esse ano do caralho acabou de começar.

Tá comigo ou tá com medo?