Moleque!

tomou no cu, neto… 😀

A amiga Nat já recomendava pelo msn outro dia, mas tinha esquecido de citar aqui. Vão lá no blog do Capitão Nascimento [de onde saiu esse gif fantástico], blog fictício sobre o novo bombom pepper da boca de quem não tem mais nada pra falar. Pra fazer, pra comentar, pra se preocupar, whatever.

O filme? Violento, “verdadeiro” e bem azeitado. Uma coisa bacana de se ver, vale o dinheiro do cd piratão ou do ingresso no cinemão.

[na verdade, eu acho que se esse filme acontecesse nos EUA, tivesse o Steven “Aikido” Seagal, o Bruce “Die Hard” Willis ou o Mel “Máquina Mortífera” Gibson como personagem principal e os terroristas do medinho americano da vez como inimigos, o filme seria só mais uma boa descarga de testoterona, no melhor estilo de Joey, Chandler e Ross vendo Die Hard 500 mil vezes por dia.]

obrigado pelos memes, deus

deus disse que memes são legais, e que quem não faz os indicados por pessoas legais conhecem seu “amigo saco” [ou você pensava que a confissão era algo espontâneo e natural desde o início dos tempos?].

logo, eu como bom temente a deus e a tyler durden, mando bala aqui no meme vindo pelo rafalelo.

So, welcome to the fight club [sim sim sim, you have to fight]:

a) pegar um livro próximo (próximo, não procure).
b) abrir na página cento e sessenta e um.
c) procurar a quinta frase completa.
d) postar essa frase em seu blog.

observação a) não escolher a melhor frase nem o melhor livro.
observação b) repassar para outros cinco blogs (facultativo nessa jurisdição).

Livro: Os Irmãos Karamazov – Fiodor Dostoiévski

“Em volta, todos se agitavam”.

Agora façam vocês ou vai todo mundo pra conta do papa:

Paula

Daniel Lopes

Sra. Arraes

Daniage

André Gonçalves

Vai ver…

Sentou no chão e pensou, “seria eu o responsável?”.

Vai ver que a confusão fui eu quem fez, fui eu… Vai ver, vai saber.

É engraçado, como tudo tudo converte, como tudo implica, junta, mira. Tudo se vira.

Só o Match Point salva. “I’d rather be lucky than good”. Embora sorte seja coisa dos fracos, Wilton tinha razão. Nada nada é só carcar Scarletts por aí, mafriend, o buraco é mais embaixo.

Olhai os lírios do campo, disse o Érico, em idos tempos tão distantes. E as várias histórias [sempre deixando claro que a memória é uma participante expressiva e extremamente falha do que se registra como verdade] se ligando e ligando se umas às outras.

Se não fosse por todo esse turbilhão de nadas, estocados e amalgamados, o que seria do cara sentado na calçada, tomando uma cerveja e fumando um cigarro? Não seria nada, cara, ele teria a paz dele, num momento sequer.

Não vamos acreditar em contos de fada, faz favor. Todo mundo diz que já encheu o saco, e que tudo é terra sem lei. Cada um cuida do que é seu, velho, se liga se não vem um e toma. Veja, já roubaram o cigarro do cara, passaram por cima das minhas vírgulas, jogaram a cerveja do sujeito fora, esqueceram lá longe o predicado.

Vai ver que eu que fiz a confusão, que confundi tudo, que disse que enfim era o fim e agora é que pago por tudo. A jarra de cristal da minha avó não foi derrubada por mim? Foi, cara. E assim é com tudo que pára nas minhas mãos. A história das pessoas, as jarras de cristal, as lembranças. Tudo que for frágil, que fique longe dele. “Oh, você viu? é possível acreditar? não!”.

Pois então, caran. Acho que é isso mesmo. Cada um colhe o que planta, mas se vacilar vem outro e leva de você. Até você mesmo. Um auto-boicote cera!

Alguém tá afim de um chopp?

réquiem

Meu amigo, que bom que pude te encontrar, assim no meio da manhã, sei dos teus compromissos e obrigações. Estava tudo em ordem por aqui, mas você sabe como o meu humor flutua, ainda mais nesses tempos em que o fim já me persegue.

Amigo, chegue cá, me dê um abraço e não repare o tom de despedida nem a bagunça ao redor. Já tirei todos os meus livros da estante, espalhei meus discos pelo chão do jardim e pus minhas fotos dentro de um cofre e escondi de mim a chave, para não lembrar daqueles dias de folia e paz.

Já joguei fora os meus remédios que atrasariam a minha morte, estou entregue à minha desventura, acho que minha sorte já não dura e talvez seja a hora de ser forte. Por favor, me ajude a sentar neste banquinho que já fico tonto, tantas lembranças me embargam o coração, não fique triste, o fim é sem saída, já estou acostumado com a idéia.

Ah! meu amigo, não sabe a satisfação que você me deu estando comigo, me perdoe a falta de cigarros ou daquele bom e velho uísque, mas os prazeres da vida todos me foram cortados, talvez eu ganhe mais uns dias sem gozá-los, mas para mim isso pouco importa. Sei que tem coisas a fazer, por favor, não negue. Se precisa ir embora, apenas vá, mas me deixe o seu aperto de mão mais sincero, ainda hoje quero ver o pôr-do-sol na Praça da Liberdade, olhar em volta e ver que o tempo urge sem que o eterno vire moda nestas bandas.

Adeus amigo velho, se quiser aparecer, por favor, fique à vontade, a casa é sua. Mande lembranças às crianças, os dois já estão tão crescidos. Um abraço à minha grande amiga Estela, feche a porta na saída que vou tentar ler alguma coisa, antes que a noite chegue e o meu dia apague. Grande amigo, sentirei saudades…

texto escrito em 19.01.2005, uma quarta-feira…