Preciso urgentemente encontrar um amigo….

Ontem, no meio da tarde, recebi uma mensagem no celular. “Ta sabendo que o Rafa tá indo praí hoje?”… Quem me mandou foi Rosa, coisa linda de deus, com um certo tom de inveja de não ter sido ela a primeira a por os pés aqui… Tem nada não, nega, Abril tá bem aí…😀

Voltando ao contato imediato, Rafa estaria vindo pra Sampa, cobrir um evento para o jornal MN… passaria coisa de 20 horas por aqui…

Com o vôo atrasado, estadia já paga e eu morando em SBC, nem deu pra gente se ver logo na segunda. O coração, no entanto, tava calmo, sereno, bom demais.

Ficou pra hoje de manhã… ontem, na saída do trabalho, avisei meu chefe que o amigo que tinha almoçado com a gente em Teresina estaria aqui hoje. “Traz ele aqui…”, respondeu ele… não dava, o moço tava com a agenda corrida [e com medo do taxista enrolar ele na volta pra Paulista… :P]. O convite virou abraço, que hoje, no meio, da calçada do MASP, foi dado com muito prazer.

Dos vários amigos que não puderam se despedir de mim no aeroporto, talvez o que mais tenha sofrido [e o que menos tenha sofrido, at the same time…] era ele. Como nunca foi afeito a despedidas, fiquei bem ligado que ele daria um jeito de falar comigo sem jeito. A GOL não permitiu e nem isso rolou. Melhor pra ele, acho, que se poupou do ‘até mais’ cínico [já que ‘até mais’ quando se muda para Sampa leva pelo menos uns 10 meses… um pouco demais, não?].

Então, lá no meio da calçada do MASP, depois do abraço, só faltei chamá-lo para uma cerveja… diferente do medo que me tomava conta, de que as coisas ficassem totalmente estranhas, ou que não pudessemos conversar com a mesma empolgação de antes [um mês e pouco ainda não foram suficientes para mudar nosso humor quando estamos juntos…], foi tudo muito bacana.

Descemos a Paulista no rumo da Rebouças… queria levá-lo ao Stand Center, paraíso dos eletrônicos e dos vídeo games… caminho errado, deduzi eu… voltamos, vimos as coisas, as pessoas, duas emas, muitos iPods, descobrimos que decidimos parar de fumar quase ao mesmo tempo… enfim… a cumplicidade de sempre se mostrou igual a como sempre foi. Até nas piadas, nos assuntos, nos complementos de frases, nos olhares, nas fotos [assim que puder baixar eu mostro…]

Enfim… eu via o olho dele brilhar vendo tudo e me sentia feliz de poder estar por aqui e ter como dar um passeio com ele.

Conversamos sobre tudo, sobre o presente da Clarissa [sim, tá com ele e vai chegar hoje de noite… cobra dele…], sobre a Pat, sobre Saramago e García Márquez, sobre o Dhuba e seu TCC eterno, sobre o fato do Marcoréu estar fumando uma carteira por dia [coisa feia, hein!?], exercitamos nosso ódio gratuito, fizemos piadas idiotas e em coisa de duas horas eu me senti MUITO mais feliz, tranqüilo, em paz e completo do que em todos os segundos que já passei aqui em Sampa.

Quando deu a hora de ir pro trabalho, ele me acompanhou até a parada de ônibus e o esperou por uns cinco minutos. O hotel dele é colado ao MASP, eu não disse, né? Pois é. Dei mais um abraço nele, pedi pra ele me ligar quando estivesse indo embora, demos tchau e eu subi no ônibus. Da janela do busão, eu pedi pra alguém cuidar dele, desse amigo que eu amo tanto.

Valeu por ter vindo, Rafa. Valeu mesmo…

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