Livros

Enquanto eu me encaminho pra falência permanente, fico tentado a comprar mais e mais livros. Devo ter uns quilos pra ler ainda. Dostoievski, García Márquez, Bernard Cornwell… o fim da Desventuras em Série… caramba, quanto livro…

Mas o que me encantou completamente foi hoje, no ônibus, lendo, olhando a paisagem, as coisas passando, lendo, uma frase no livro A Jangada de Pedra, do Saramago: “não estranhemos a palavra desusada, há dias em que as comuns não apetecem”.

Por que tem dias em que você acorda pleonástico ao invés de redundante, sorumbático mesmo que esteja só triste, ou macambúzio quando bastaria estar carrancudo.

Por que, confessando ou não, esse rebuscamento no vocabulário chega mais perto de mostrar como você está se sentindo. Ou então é só uma desculpa pra falar difícil. Duas razões distintas e justíssimas.

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