Textos categorizados 'Chico Buarque'

Eu já sarei

Se você quer saber.

Mas acho engraçada a “necessidade” aparente de sempre marcar território - constatação nascida do meu egocentrismo clássico – como se viesse na calada do dia e borrifasse no lenço  um pouco mais do teu perfume. Só para deixar teu traço ali.

Mas então eu não me sinto mais preso, não vou atrás do lenço e fico feliz de ter chegado ao ponto em que sinto falta apenas do que você me dava, e não de você. Afinal, esse é o momento em que apontamos defeitos sem dó, pelo simples desejo de nos afirmarmos sãos de novo.

E eu, que elogiava tão efusivamente o tamanho e a forma das tuas madeixas, sou obrigado a me calar para não ser indelicado quanto ao teu novo corte de cabelo.

Como bem disse Chico Buarque

Recolha o seu sorriso
Meu amor, sua flor
Nem gaste o seu perfume
Por favor
Que esse filme
Já passou

Dentro do processo

Saiu minha primeira resenha lá no Amálgama. Uma coisa que já me incomodava tinha muitos dias era o último disco do Chico, que eu não ouvia há ano. Resgatei-o da discografia, me encantei perdidamente e escrevi sobre ele.

 

 

Sabidos que somos, este texto vai para o Calo na Orelha em breve, pra não deixar a peteca cair em nenhum lado. A próxima resenha é do Momofuku, do Elvis Costello [exclusiva para o CnO], e na sequência: disco novo do The Walkmen.

Acho que é isso.

Da série “Verdades Incontestáveis” III

“Inútil dormir que a dor não passa”

[Chico Buarque - Bom Conselho]