SANTA THIRTEEN, CHEIA (AH! REPLETA!) DE GRAÇA

Este é o primeiro passo do início de um novo mundo. Na verdade, é A ANUNCIAÇÃO de uma NOVA ERA avistada por dois APÓSTOLOS, Gravataí Merengue e Pedro Jansen.

SANTA THIRTEEN não é meramente uma santinha, pois para isso seria preciso aquela tramitação burocrática cartorial católica, e A ALTÍSSIMA DIVINDADE não precisa disso – e não temos tempo nem precisamos desse tipo de chatice.

SANTA THIRTEEN não é meramente uma “deusa”, pois isso atrairia piadinhas remetendo à música da Rosana, o que nos levaria – homens de paz – a distribuir voadoras de forma indiscriminada e desagradaria nossa DIVINDADE.

Ela é, pois, uma DIVINDADE, um conceito que ainda não conseguimos explicar com clareza, pois as mensagens nos chegam aos poucos. Temos, por enquanto, apenas a ANUNCIAÇÃO, que veio com o quinto episódio da quinta temporada de HOUSE MD (notaram os fatores numerológicos? – e, se você ainda não viu o episódio ou não conhece a série, sinta-se iluminado mesmo assim. A devoção de SANTA THIRTEEN não conhece limites).

SANTA THIRTEEN surge beijando outra mulher. O profeta Pepeu Gomes já previa em Levítico, XXIV, 24: “deus é menina e menino”. Nossa DIVINDADE foi além e professou “menina com menina” de uma forma a fazer o compositor da “flor do desejo e do maracujá” (e todos nós) também querer beijar.

É POR ISSO QUE CONCLAMAMOS A TODOS, por meio desta ANUNCIAÇÃO, a devotar, seguir, adorar e salvar-salvar SANTA THIRTEEN, padroeira de todos nós e, por conseguinte, também de cada blog, da blogosfera, do mundo real, do Universo, da terra paralela e de qualquer coisa vive e não-viva.

Ainda estamos elaborando um Livro Sagrado e uma trilha-sonora; por ora, inclusive, não há previsão de qualquer tipo de DVD ou coisa que o valha, de modo que qualquer boato nessa esfera não passa de profanação da imagem de nossa adorada e cheia (ah! repleta) de graça, SANTA THIRTEEN.

MAS O QUE IMPORTA, QUERIDOS IRMÃOS, é que para participar de nossa IRMANDADE RELIGIOSA é muito simples, basta apenas:

a) Jamais se referir à DIVINDADE MÁXIMA por seu nome mundano (Olivia Wilde – desta vez foi só pra ilustrar e já estamos nos sentindo culpados) -, mas por SANTA THIRTEEN, sua denominação sacrossanta;

b) Copiar e colar o código que está na barra lateral deste blog e por em seu post e blog, bem como – se preferir – usar o banner que vai no alto desta postagem, pois o importante é divulgar a palavra e também AS IMAGENS de nossa Divindade (sim, ADORAMOS E IDOLATRAMOS IMAGENS!);

c) Ter paciência com quem não compreender nossa fé, pois nem todos são iluminados o bastante para receber os ensinamentos e sobretudo a Graça – e QUE GRAAAAAAAAAAAÇA! – da SANTA THIRTEEN! e

d) Aguardar a CONSOLIDAÇÃO DA PROFECIA, segundo a qual o BLOG DA SANTA THIRTEEN aparecerá diante dos incrédulos para comprovar seus poderes milagrosos, mas acima de tudo sua GRAÇA – e, reiteramos, QUE GRAAAAAAAAAAAÇA!

Oremos!

Apóstolos Gravataí Merengue e Pedro Jansen.

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(inicialmente, o selo da SANTA THIRTEEN apontará para o post original no Gravataí Merengue, mas quando for cumprida a PROFECIA ele AUTOMATICAMENTE REDIRECIONARÁ ao BLOG DA DIVINDADE. E, afinal… Acho que não bom duvidar da SANTIDADE de nossa ADORADA, não é mesmo?)

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As sagradas imagens – selinho e banner – de SANTA THIRTEEN foram produzidas pela talentosa Ana Barroso.

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Por SANTA THIRTEEN, oremos mais uma vez!

Top 5 filmes para dias de crise [e para ouvir The Walkmen]

Tudo começou com um chamado do Denis Pacheco no Twitter:

“colaborem comigo twitters: top filmes q vc assiste qdo tá em crise (não q eu esteja ou algo assim…)”.

Quem me conhece [toda vez que eu falo sobre isso, repito essa frase, mas acho o aviso tão necessário...] sabe que eu sou simplesmente péssimo para fazer listas. Por que temas restringem minha memória e, depois que eu passei a ter um sono irregular, esta tem ficado cada dia pior. Mas me empolguei com aquele pedido e de cara saquei uma lista basicona, sem pensar muito [feita tão na pressa que errei até o nome do primeiro filme].

Nas minhas sugestões entraram The Graduate, Closer, Before Sunrise, Before Sunset e Lost in Translation. Daí que o Denis escreveu o Top dele, coincidindo com três das minhas dicas. O comentário dele sobre a indicação The Graduate, no entanto, me levou a explicar meu próprio Top 5. E é por isso que estamos aqui.

Para acompanhar tão desesperado Top 5 de filmes para dias de crise, convoco a obra de uma banda que me acompanha nos mais diversos tipos de emboscadas emocionais, os meus preditelos, o The Walkmen e cada filme vem acompanhado de uma possível música-tema/trilha sonora. Vamos lá.

The Graduate [The Walkmen - What's in It for Me]

Divido a opinião com um antigo e distanciado amigo de que as resenhas e sinopses que tratam esse filme como comédia são A piada da história. The Graduate conta as tragédias de Benjamin Braddock, recém-formado, 21 anos, de volta à casa dos pais, aprendendo a lidar com a vida adulta, mulheres, expectativas e o maldito futuro. Para todos que estão saindo da universidade ou pensam em amar alguém loucamente.

Mr. Braddock: What’s the matter? The guests are all downstairs, Ben, waiting to see you.
Benjamin: Look, Dad, could you explain to them that I have to be alone for a while?
Mr. Braddock: These are all our good friends, Ben. Most of them have known you since, well, practically since you were born. What is it, Ben?
Benjamin: I’m just…
Mr. Braddock: Worried?
Benjamin: Well…
Mr. Braddock: About what?
Benjamin: I guess about my future.
Mr. Braddock: What about it?
Benjamin: I don’t know… I want it to be…
Mr. Braddock: To be what?
Benjamin: [looks at his father] … Different.

Closer [The Walkmen - We've Been Had]

Parece ser uma constante esse filme figurar em listas de gente em crise. Na primeira vez em que vi Closer, estava tão mais interessado no sexo que viria depois que não percebi como ele fala muito de relacionamentos “modernos”, efêmeros-eternos e de como cada pessoa sempre se dá o justo e válido direito de pensar só no seu umbigo. Com diálogos perfeitamente rascantes, seu único defeito é a trilha PATÉTICA de abertura, a mega-chata The Blowers’s Daughter, do Damien Rice.

Anna: We do everything that people who have sex do!
Larry: Do you enjoy sucking him off?
Anna: Yes!
Larry: You like his cock?
Anna: I love it!
Larry: You like him coming in your face?
Anna: Yes!
Larry: What does it taste like?
Anna: It tastes like you but sweeter!
Larry: That’s the spirit. Thank you. Thank you for your honesty. Now fuck off and die, you fucked up slag.

Before Sunrise [The Walkmen - Hang On, Siobhan]

Aqui a coisa atinge outro nível. Da imaturidade de The Graduate, passando pela fragilidade das relações de Closer, chegamos ao “first sigh love” de Before Sunrise, um filme que conta um dia de duas pessoas que se encontram, conversam, ouvem uma música fantástica da cantora Kath Bloom, chamada Come Here e só então se conhecem. Nesse ínterim, já é hora de partir, mas nunca de dizer adeus.

Jesse: Sometimes I dream about being a good father and a good husband. And sometimes it feels really close. But then other times it seems silly like it would ruin my whole life. And it’s not just a fear of commitment or that I’m incapable of caring or loving because… I can. It’s just that, if I’m totally honest with myself I think I’d rather die knowing that I was really good at something. That I had excelled in some way than that I’d just been in a nice, caring relationship.

Before Sunset [The Walkmen - In the New Year]

Before Sunrise nos leva diretamente a Before Sunset, sua continuação. Os dois personagens, Jesse e Celine, envelheceram, viveram, lutaram, perderam, se decepcionaram e enfim se encontraram novamente, agora em Paris. E como todas as pessoas que envelhecem e amam [nessa combinação exageradamente fascinante e prejudicial], se tornaram um pouco mais cínicas, amargas e, por que não?, esperançosas.

Celine: Memories are wonderful things, if you don’t have to deal with the past.

Lost in Translation [The Walkmen - The Rat]

A redenção de todos os desajustados, de todos os perdidos [sem trocadilhos]. Sofia Coppola aposta nesse longa numa combinação de isolamento pessoal e social, levando dois americanos a se encontrarem no meio de Tóquio. A língua e a agudez das personalidades de Charlotte e Bob levam o incauto espectador a um estado de agonia constante, se identificando [mesmo que insista em não admitir] com os pequenos grandes silêncios que permeiam o filme. “Just like honey”, saca?

Bob: I don’t want to leave.
Charlotte: So don’t. Stay here with me. We’ll start a jazz band.

É… e depois as pessoas não entendem por que eu gosto tanto de American Pie e Austin Powers. [suspiro...]

Eles fizeram de novo

 

O release tá lá no meu e-mail.

Depois de remixar Nude, agora é a vez de Reckoner.

To coincide with asking radio stations to think about playing Reckoner we are breaking up the tune into pieces for you to remix. After the insane response we got from the Nude remix stems and the site that was dedicated to your remixes, we thought it only fair to do the same with a tune that at least is in 4/4. [...]

A iniciativa de liberar Nude para ser remixada rendeu números absurdos. No release consta que foram 6.193.776 de visitantes únicos e mais de 29 milhões de page views no RadioheadRemix. Os 2.252 remixes subidos para o site geraram 1.745.304 de audições, 461.090 votos e absurdos 10.666 Terabytes em dados. O remix “vencedor”, feito pelo grupo canadense Holy Fuck, é bem bom e está disponível para download aqui.

Pois é, o grande lance de Nude é que a danada era uma música em 6/8 [sabe quando o artista grita "1,2,3,4!"? Então, nesta Thow Yorke gritaria "1,2,3,4,5,6!" e a música seguiria cabendo nessa contagem. Tente contar junto com a música e você vai entender tudo] e agora os caras resolveram aliviar. Colocaram Reckoner, uma tradicional 4/4, para ser remixada. 

É o mesmo site do outro concurso: RadioheadRemix e já veio com dois remixes de cara: um do produtor James Holden [bem bom] e outro do Dj/produtor Diplo [Radiohead dançante é insano]. A coisa funciona assim: o Radiohead lança como single as partes da música separadas – vozes, cordas, bateria… -,  o sujeito compra isso na Apple Store e monta seu remix. Remix montado, sobe pro site. Estando no site, vai para audição. Gostaram, as pessoas votam no seu remix. Os mais votados, o Radiohead escuta. Você tem até o dia 23 de outubro para mandar seu remix.

Em três horas que as partes de Reckoner estão à venda são mais 166 remixes [e contando]. Para completar, deste vez você pode divulgar seu remix através de um widget para seu perfil no Facebook, MySpace ou site pessoal…

Seja idéia do próprio grupo ou um de seus produtores, o fato é que o Radiohead sempre arruma maneiras interessantes de estar na mídia, de gerar buzz. E, antes de qualquer coisa, eu acho isso fantástico.

5 livros bons de dizer que leu

Eu tenho um sério problema com livrarias. Perco [ou ganho] um tempo absurdo lendo títulos, sinopses, cheirando os livros [sim, o cheiro dos livros é MUITO importante]. Invariavelmente eu comprava algum.

Também tenho um problema com livros. Gosto deles, das formas, dos tamanhos, dos cheiros… E gosto de lê-los, claro. Mas, principalmente, gosto de tê-los. Acumular livros nas prateleiras é algo que me fascina. Fico pensando naquelas bibliotecas particulares das grandes mansões, com livros ocupando paredes e mais paredes, uma boa poltrona para leitura e um original qualquer dentro de uma redoma…

Mas, contrariando minha sede por livros não-lidos, tive um surto e quase dupliquei a quantidade de livros lidos este ano. Devorei, inclusive, alguns clássicos, já que é sempre bom fazer aquela média de que lê livros legais.

Vamos então aos “5 livros bons de dizer que leu [e que você leu mesmo]“.

1- O MANÍACO DO OLHO VERDE, de Dalton Trevisan

Temos aqui um Dalton Trevisan, lançado agora em 2008. Contista ágil e doentio, o curitibano me fez ler 128 páginas em coisa de 4h, contando a volta pra casa, a ida e a volta do trabalho no dia seguinte. Ouvindo Radiohead. Não preciso dizer que a combinação foi corrosiva o suficiente para influenciar no meu sono. E como meu sono é uma espécie de entidade que pobres mortais não alcançam, este foi o máximo sinal de que algo [ou melhor, tudo] naquele livro mexeu comigo.

2- O GRANDE GATSBY, de F. Scott Fitzgerald

O meu primeiro Fitzgerald, mesmo que eu tenha “Suave é a Noite” desde a época da faculdade. Com a dica de uma ex-love affair, aceitei o desafio de encarar a narração do autor americano novamente. Foi uma decisão acertada, sem dúvida. Principalmente pela narração, que é fantástica, e pelos “aforismos” que Fitzgerald constrói como poucos. Lido num espaço de cinco dias, as últimas linhas das 252 páginas do O Grande Gatsby são de perder o fôlego e de ficar com a dolorosa sensação de que uma história se esvaiu.

3- O JOGADOR, de Fiódor Dostoiévski

Um dos pilares da moderna literatura russa, [junto com Gogol e Tolstoi], Dostoiévski tinha no realismo a sua casa, o seu lar. Retratar a sociedade em suas minúcias, em seus pequenos e grandes qualidades e defeitos era seu esporte predileto. As digressões do autor sempre enveredavam por caminhos que levavam ao conhecimento das idéias e convicções dos personagens.

Em O Jogador, essas digressões são fascinantes, pois abordam a mente corrompida de um viciado em jogos de azar e eterno apaixonado por uma mulher que o despreza. Desespero e angústia se misturam em cada uma das 174 páginas, consumindo o leitor até o gozo das últimas linhas.

4- PERGUNTE AO PÓ, de John Fante

Arturo Bandini é um loser de marca maior, mais loser que eu ou você, tenha certeza disso. Ainda assim, Bandini é um sujeito encantador, daqueles que você fica com pena por ele ser tão estúpido. Consegue-se até rir do quão quixotesco Arturo é.

Escritor, Bandini tem uma relação patética e muito forte com seu editor, a quem vê como uma entidade. Publicou uma única história, o conto “O Cachorrinho Riu”, e se orgulha dela como se fosse a melhor coisa já escrita no Ocidente. Clássico dos clássicos, Pergunte ao Pó consegue esfregar na cara do leitor como é ruim viver com o olhar perdido do real.

Desnecessária, no entanto, a sua adaptação para o cinema. No filme, temos o irlandês Colin Farrell retratando o ítalo-americando Arturo Bandini.

5- HOMEM COMUM, de Philip Roth

Uma narrativa tão fantástica que li o livro em pouco menos de um dia. Tão fantástica que, nas últimas linhas, senti meu coração pulando algumas batidas. Tão fantástica que foi suficiente para mudar meu humor completamente. Philip Roth aborda a vida, as lembranças e os pequenos/grandes medos de um homem consciente de sua fragilidade.

Essa consciência, no entanto, não torna o livro óbvio ou cheio de clichês. A narrativa de Roth mantém o olhar do leitor apontado sempre para a próxima palavra, embora seja impossível não dar pausas dramáticas para respirar fundo, olhar para o tempo e pensar na vida. Aliás, ao fim do livro, pensar sobre a vida é o menor dos problemas.

Caffeine addiction

A coisa funciona assim: você assiste blockbusters e os copos gigantes de café estão lá, você é viciado em Friends e o café está lá, você dorme pouco, fuma, precisa ficar acordado, e lá vai você encher a tromba de cafeína.

Eu mesmo, que não era fã da bicha [sempre fui mais afeito à nicotina], me tornei aqui nessa braseela que é Sampa. Tudo é longe, trabalhar por mais de 10h, fazer pós-graduação à noite, virar fins de semana inteiros… essas e outras coisas pedem um tuiiiiin extra. Não basta tomar uma coca, um cafezinho. Logo você já quer uma caneca cheia de café puro e forte, só com um pouco de açúcar.

Não digo que essa relação seja completamente nova pra mim. Tomava meus capuccinos em Teresina, mas obviamente não é a mesma coisa. Como bom morador do inferno, curtia mais coisas geladas and stuff. Agora que estou na Terra da Garoa, cair de boca saborear um bom café a qualquer hora do dia parece o paraíso. Ainda mais se você consegue encontrar o café que combina exatamente com o seu paladar.

E é nessa que a dica de hoje [não que ela vá servir pra muita coisa, já que a ação ainda não chegou ao Brasil, mas pelo menos você se diverte com o site, os testes e os grafismos] entra.

A Starbucks [que faz aquele café nos copos gigantes, meio aguados e com cafeína pra deixar qualquer um ligado dias e dias] desenvolveu uma ação para divulgar seus infinitos tipos de café. Lá você pode conhecer as propriedades de cada tipo, dar uma sacada numas ilustrações dos baristas da casa e responder a um mini teste para chegar ao seu café ideal. Delicioso graficamente. Agora quero ter dinheiro de novo pra tomar meu Caffé Verona, venti, com leite de soja e canela, por favor.

 

Meu café ideal foi Caffé Verona

ps. vi isso no Brainstorm #9, fui lá conferir e achei bem bom.