Meu presente de aniversário

É de bom tamanho, nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndioChico Buarque – Funeral de um Lavrador

Eu tinha outra idéia para esse escrito. Tinha mesmo. Minha intenção era cobrar os presentes que outrora foram prometidos ao meu lado criança. E como os que me conhecem sabem, o meu lado criança está sempre em destaque, sempre pulando chamando atenção. Talvez essa seja uma das razões que me levam a crer na minha incapacidade de ser pai. Pelo menos por enquanto.

A idéia é que, mesmo eu estando aqui há poucos meses aqui, coisa de quatro meseszinhos, tudo já se instalou em mim num ritmo de plena mudança. E nada mundana.

Quando eu estava para vir para essa cidade maravilhosa, conversava com uma amiga e dizia que o que eu menos precisava era me sentir de férias. Se por acaso isso acontecesse, eu estaria perdido. Eu, sendo quem sou, valorizo muito a preguiça, acho o ócio uma coisa muito legal e a noite é quase uma segunda casa. Tenho fôlego infinito, sono maleável, gosto flutuante, tesão por coisas novas.

Claramente não foi isso que aconteceu. Tudo que já passei por aqui, desde os dias que passei dando trabalho nas casas alheias, passando pelo período em que eu tinha que fugir do quarto depois das 23h para ler escondido na varanda, olhando a noite, até penar para conseguir enfim alugar um apartamento, tem me feito sentir falta das pequenas coisas, como dirigir. Sim, São Paulo me faz ter necessidades grandes mesmo. E estranhas também.

Por que a direção, o carro, esse apêndice de mim tão forte e presente, era meu passaporte para qualquer lugar. Agora eu tenho que me submeter as linhas de metrô, pontos de ônibus, lugares mais ou menos seguros, onde eu posso ir, onde eu não posso nem chegar perto.

Desde o início, minha rotina não teve a mínima similaridade com o utópico sonho de férias. Coisa que eu não sei o que é há muito tempo, aqui dou valor a outras coisas. Minha rotina mudou sensivelmente, tenho que ralar pra caramba para conseguir as coisas mais simples, nunca mais faltou cerveja na geladeira e eu posso sim ler até as 05h da manhã e acordar às 12h. Aqui eu sou meu próprio rei, e faço o que posso para descobrir como eu funciono.

Por que aqui, depois de 22 anos, eu tive problemas para dormir. Mesmo querendo me concentrar na minha respiração, eu fui além do horário e o tempo passava devagar. Só às 05h30, quando não existia mais nada para fazer em lugar nenhum, nem mesmo internet, eu consegui dormir. Incrível, não?

Sim, eu também acho incrível. O mais incrível é que por mais que eu queira, não consigo manter meu ritmo de saídas. Seja por que falta o vil metal, seja por que tudo é muito longe, seja por que eu tenho medo de ir sozinho… E por que, no dia em que eu decidi não ficar em casa, e subi uma ladeira para encontrar um último bar aberto, e estava tão frio que eu me sentia mal, estar no bar sozinho era extremamente patético. Como ela diz, beber sozinho é o fim. Lembro que um dia encontrei, junto com Rosa e uma amiga agora totalmente distante, um cara que pagava uma disciplina comigo e a tal amiga. E ele bebia sozinho. No meio de um bar tão feliz.

Totalmente desnecessário dizer que um sentimento de pena me encheu. E a reciprocidade desse sentimento me fez beber só três cervejas e voltar pra casa. A razão é que é complicado sair à noite, sozinho, no frio, sem ter com quem puxar uma conversa. É ruim, sim. E assim, minha semana inteira de saídas constantes e sem hora pra voltar para casa se tornou numa constante de estudo…

Mas aqui é bom também. Mesmo que eu busque a cada pessoa que cruze a porta um olhar conhecido, uma palavra que eu possa entender e não apenas me esforçar para prender a atenção o outro… Como uma amiga me disse, talvez essa seja a grande vantagem de São Paulo. Sei não, talvez seja. Ser um total desconhecido e não conhecer ninguém aqui dá uma sensação falsa de liberdade. É aí que você se toca do vazio de tudo isso.

Por isso que eu me liberto e deixo de lado a criança pidona para desejar apenas uma noite virada com aquelas pessoas que eu tanto gosto. Parece uma coisa simples, banal, mas na beligerante Sampa, de tantas vontades e locais inacessíveis, amanhecer o dia com meus amigos talvez seja a coisa que eu mais deseje para mim.

Então mesmo que não haja motivo para uma comoção geral, digo que em mais um ponto eu fico diferente. Nada agora substituiria um abraço

Rio de Janeiro você foi feito pra mim?

Poiszé, caros amigos…

Recebi a boa notícia de que vou passar meu aniversário [ou pelo menos o fim de semana seguinte a ele] com meus tios, mas principalmente, com meu pai, minha irmã mais velha e minha sobrinha. No Rio de Janeiro… ;D

Agora tenho que arranjar dinheiro pra comprar o presente da minha mocinha…

Uma erva natural não pode te prejudicar?

You may be wondering who’s behind this Web site and what our motivation is. Well, this Web site and the Above the Influence ads you see on TV and in magazines are created for the National Youth Anti-Drug Media Campaign (a program of the Office of National Drug Control Policy). This campaign reflects what teens across the country have told us is going on in their lives.

TECLA SAP MODE [on]

“Você pode estar imaginando quem está por trás desse sítio e qual a nossa movitação. Bem, esse sítio e os anúncios da ‘Above the Influence’ que você vê na TV e nas revistas são criados pela Campanha Nacional Anti-drogas para Jovens (um programa do Escritório da Política Nacional do Controle da Drogas). Essa campanha reflete o que adolescentes ao redor do país tem nos dito sobre isso acontece em suas vidas”

legalize or not legalize? that´s the question...

Esse ‘going on in their lives’ é o principal mote da campanha: alertar os jovens sobre os riscos do consumo de drogas, sobre como evitar a influência de amigos… tudo com respostas interessantes, nada chatas e até bacanas… umas tiradas de letra espertíssimas!

A questão é que o site tem de tudo! São textos, seção de MythBusters sobre o que as drogas fazem ou não, podcasts, pequenas animações, textos, mais textos, as peças que vão pra TV, PDFs das campanhas… Eu ainda sou a favor do legalize, maaaaas, se é pra fazer campanha anti-droga, que se faça direito… o site é foda! ;D

Em tempo… eu vi o anúncio num site de resenhas de jogos de video game, o IGN.com. Tem melhor lugar para catar gente que ainda tem dúvidas sobre o uso da maryjane?

Clipping

Vamos começar do começo…

Dia desses recebi um comentário de uma moça no meu flog falando que ela tava lendo meu livro-reportagem, que tava achando legal e que tava ajudando muito ela.

Entrei em contato e trocamos uns mails hoje. Descobri que meu livro vai servir de referência para a monografia dela no curso de Psicologia. Ela vai tratar da maneira como o rock influência na formação da personalidade dos jovens teresinenses. Ou algo parecido… :)

Viagem, né?

Poiszé… aí fui atrás das referências ao meu nome e o nome do livro no Google, pra ver se o Deus ex Machina tinha repercutido mais alguma coisa. E descobri um blog que tecera gigante e gentil comentário a respeito do livro e da minha iniciativa.

O comentário vai abaixo e o blog não existe mais, nem sei de quem é, por mais que eu pesquise… peguei de um documento que salvei a url e abriu aqui como mágica…


eu como admiradora de música, boa ou não, e como teresinense, piauiense e nonsense, sempre achei muito válida a idéia de alguém se propor a estudar e divulgar um pouco da história musical e mais precisamente roqueira de nosso estado, principalmente pelo fato de teresina ser ainda provinciana, e no interior do estado não ser muito diferente, e porque vivemos em um lugar em que o rock não tem grande expressão, embora tenhamos inúmeras bandas de rock que percorrem as mais variadas vertentes desse gênero acima de tudo versátil, e mesmo que eles façam shows com frequência aqui na capital não demonstra que o público piauiense é muito admirador do rock, considerando que a maioria ainda prefere ouvir forró, pagode, swuingueira ou afins . se no piauí o que se ouve de rock ainda é pouco e se restringe ao rock dos anos 80, ou bandas contemporâneas tipo charlie brown jr. e cpm 22, considerando raras exceções, o rock piauiense é bem menos conhecido, muitos não sabem que as bandas daqui produzem material próprio, e isso acaba sendo muito ruim pro cenário roqueiro do estado, onde temos bons artistas mas que não têm o devido reconhecimento, já que as pessoas ainda preferem os covers em detrimento da originalidade dos nossos artistas.

se hoje a realidade cultural, musical e sobretudo roqueira é preocupante, imagina como foi o surgimento do rock no estado, principalmente em teresina, tardiamente, na segunda metade dos anos 60?foi isso que um graduando(hoje graduado) em comunicação social da universidade federal do piauí fez, imaginou como teria sido, e para não ficar somente no plano das idéias ele pesquisou a história roqueira de teresina, reflexo no resto do estado, fez a sua monografia de final de curso , e não me interessa saber qual foi a nota, só me interessa a contribuição dessa obra pra história socio-cultural sobretudo roqueira do nosso estado, e principalmente a iniciativa de disponibilizar na rede o trabalho para deleite de quem for curioso.

não conheço pedro jansen, nunca fui a um show da banda dele, embora eu tenha uns dois mp3 do nelson thereza café no meu pc, mas o seu trabalho pra divulgar esse pedaço da história no nosso solo, entre os anos de 66 a 76, me fez ser uma grande admiradora da sua iniciativa. e você piauiense ou não, roqueiro ou não faz bem ao ler essas páginas que mostram os primeiros 10 anos de rock no piauí..aonde???

Aqui nesse final entra o link pro blog do Fabinho, onde você baixa o livro… o link tá permanente aí do lado, em 5 opções diferentes. também!

Depois, com mais busca, cheguei nessa nota, do Jorginho…

Livro

O jornalista Pedro Jansen foi, pegou a história do rock piauiense, que não é pequena nem gigante e fez o livro-reportagem, Deus Ex Machina, on line. O músico Geraldo Brito também prepara um livro, impresso, sobre a música piauíense. E, Kenard Kruel, tenta lançar um outro livro sobre Torquato Neto. Ele está com uma corrente para angariar fundos e editar o livro.

Eu espero que saiam mais livros sobre isso mesmo, muitos e muitos e que a história do rock teresinense fique bem retratada. Tive sorte que o Geraldo Brito não negou informações… isso costuma acontecer quando existem interesses em comum envolvidos. O cara foi um gentleman, abriu a casa dele pra falar e me contou quase tudo desse tempo aí do meu livro. Acho que se o dele passar por uma boa revisão, fica supimpa! :)

Além disso, é pra vir aí outro TCC, dessa vez na FSA, sobre o rock teresinense, só que abordando o período subsequente ao meu. A autora, a vocalista da Mary Jane e futura jornalista, quer retratar de 76 a 80 e poucos… Bacana demais…

CCB

Não tenho bem o costume de copiar os textos alheios, mesmo que para publicação.

Mas esse não poderia passar batido. Não mesmo.

Só se for de tédio

Eu sei que vou morrer, mas sinto que não vou morrer nunca. Quando a morte chegar, certamente será um mal-entendido.
- Ei, não é aqui. Quem chamou foi o maluco do lado.
A morte, então, pedirá desculpas e como é muito paciente, saberá esperar.
A verdade é que passaremos todos. Nada ficará sobre sentimentos ou sobre a política nacional.
E quando mais medito sobre isso, mais tenho a certeza da capacidade que o ser humano tem de se enganar. Quantas coisas, por exemplo, que temos como as mais bonitas, não são apenas perfeitos espelhos de uma época? Sonhamos com a imortalidade, com o desejo de percorrer a vida por inteiro, de experimentar todas as coisas, todos os lugares, e sendo isto IMPOSSÍVEL, concluo nesta madrugada de domingo, que feliz é aquele que não abdica de sua imaginação. Se pudermos imaginar, podemos nos tornar imortais.Por isso, não vou morrer nunca.

putaquepariu, eu diria… puta-que-pariu…

E a luz desperdiçada de manhã…

Poiszé…

desde o anúncio do tempo que o Los Hermanos deu, fica essa coisa de todo mundo ou chorar ou comemorar…

Saiu mais um texto no Apontador, blog de crítica musical no melhor estilo metralhadora, falando justamente disso…

Em resposta a esse texto, comentei o que vocês podem ler abaixo.

Agora deixa de preguiça e lê tudo… rum!

Do mesmo jeito que os fãs chatos pipocaram aos montes, do mesmo jeito que virou bonito dizer que gosta de Los Hermanos, do outro lado ficou muito legal meter o pau, dizer que não gosta e fazer cara feia pras músicas.

Uma coisa que não se pode fazer NUNCA é colocar no artista a culpa do fã… se o fã é daquele tipo odioso, que acha o artista deus e o caralho a quatro, isso não é culpa do artista, independente de quem seja ele, Los Hermanos ou Rolling Stones.

Quanto a ser velho, gostar de truco, de samba… que mal há nisso? essas coisas seriam ruins, por acaso? para gostar de samba precisa-se ser de raiz, merecedor daquilo? talvez isso seja um pouco de pré-conceito…

Coisa de velho e coisa de jovem é uma construção um pouco rasa demais. saca só como é estranho…

Reclama-se que eles [os LH] falam muito de samba, tem letras rebuscadas demais, ou chatas demais, que usam barba pra fazer estilo… marketing, dizem uns…

Caramba… me diga o que é mais vergonhoso do que dizer que cheirou as cinzas do pai… bom… eu mesmo digo… é falar que era brincadeirinha quando a Disney fecha a cara… se o Keith é o cara, ele que mandasse a Disney se catar, correto?

Bem, mas a coisa não é bem assim…

Por isso, eu não torço para que o LH acabe. Eu torço para que eles voltem e façam outros discos interessantes como os três primeiros. Não que o quarto seja exatamente ruim. mas ele é inferior ao Ventura…

E só mais um dado… embora essa lenda tenha se alastrado com firmeza, é só dar uma pesquisada em entrevistas da banda pra ver que essa coisa de Anna Julia ser desprezada é lorota. Inclusive no PIPOP, para o bem ou para o mal, eles a tocaram. Já na primeira edição, não.

Mas antes de se falar da banda ser ruim, ter canções de ninar ou não [outro argumento raso... seria como reduzir a e-music a música de gente drogada... :D], ou qualquer outra coisa… é preciso levar em consideração que depois da exposição que eles tiveram com o primeiro disco e ter peitado a mudança de estilo no segundo, perder seu público massificado, reconquistar esse público, ter esse hype todo para o 4o disco e finalmente, causar todo esse rebuliço na imprensa sobre o seu possível término… cara, é coisa pra caralho… convenhamos…

Algumas bandas e pessoas dariam um dedo para terem isso… e não tem…

Irônico, não?

Eu achei muito irônico…