O primeiro passo para a iluminação

Depois de tanto tempo, preferi o silêncio às palavras cifradas. Escolhi apenas mantê-la sob profunda vigília, faze-la sofrer, cruelmente, sob o peso do meu sexo que pulsava pelos olhos. Tudo isso na minha mente distorcida e pândega, claro.

Eu a comia com e nos pensamentos, infligindo toda a carga de virilidade pungente que o ato de comer transmite. Pouco ligava para a necessidade de ser gentil, a católica educação, a pureza, a inocência… Para que fingir? Tinha, todos os dias, a urgente e maravilhosa certeza de que precisava sorver o pecado que os lábios dela… você sabe… os lábios dela, carnudos assim, pediam um beijo molhado e demorado. Cada dobra, cada sílaba dita merecia um beijo. Merecia uma mordida, uma lambida, uma agressão carregada de libido e volúpia.

Não era possível que eu encerrasse meus dias sem ter a sensação de pulsar perto dela, dentro dela, provocando uma salivação instantânea na sua boca desejosa de também me sorver, assim como sorvera drinques após drinques.

E o formato dos seios dela, por debaixo da blusa molhada marcados, eu compararia aos gritos de Gal, assim como tal minha mente corre para fugir do final. A canção da sua risada, o desejo dos seus olhos pequenos e do cabelo longo, meu segredo é que por ser rapaz esforçado, ainda sobrevivo, não puxo papo, não converso. Massacro meu todo. É assim que eu resisto à tentação primeira e derradeira, eternamente fugaz.

Eu talvez não saiba mais como compreender isso que me apossa. Sinto que agora talvez seja possível, que eu possa me desvencilhar da minha timidez que me permite apenas pensar nela, todos os dias, quando vou dormir e quando acordo. Mantenho esse ritual de luxúria e desejo escondido nos recônditos da minha mente. Não sei como lidar com tudo isso que me acomete. Simplesmente não sei.

Não sei se é hora de calar ou de rir mais alto que os meus gemidos ante os requebrados das ancas dela, cada mexida de quadril me faz parar um pouco, me salto uma batida do peito, me sufoco um pouco a humanidade e me torno um bicho no cio, sem eufemismos.

É uma guerra certa, superar meus brios e encarar a possibilidade dela dizer não à minha proposta. Talvez chegar à glória do toque da mão dela no meu sexo, propondo uma sacanagem qualquer na porta de sua casa, ou encostado numa árvore à noite numa praça no meio do caminho para lugar nenhum… Só sei que esse segredo desejoso de entrega e confissão me consome, se inflama, me possui.

Um dia eu vou simplesmente largar tudo e, com ela estando perto de mim, imaginando talvez um simples abraço, aí sim arrancarei dela o sim que me faça, enfim, tomar o que é meu por direito e loucura.

Meu presente de aniversário

É de bom tamanho, nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndioChico Buarque – Funeral de um Lavrador

Eu tinha outra idéia para esse escrito. Tinha mesmo. Minha intenção era cobrar os presentes que outrora foram prometidos ao meu lado criança. E como os que me conhecem sabem, o meu lado criança está sempre em destaque, sempre pulando chamando atenção. Talvez essa seja uma das razões que me levam a crer na minha incapacidade de ser pai. Pelo menos por enquanto.

A idéia é que, mesmo eu estando aqui há poucos meses aqui, coisa de quatro meseszinhos, tudo já se instalou em mim num ritmo de plena mudança. E nada mundana.

Quando eu estava para vir para essa cidade maravilhosa, conversava com uma amiga e dizia que o que eu menos precisava era me sentir de férias. Se por acaso isso acontecesse, eu estaria perdido. Eu, sendo quem sou, valorizo muito a preguiça, acho o ócio uma coisa muito legal e a noite é quase uma segunda casa. Tenho fôlego infinito, sono maleável, gosto flutuante, tesão por coisas novas.

Claramente não foi isso que aconteceu. Tudo que já passei por aqui, desde os dias que passei dando trabalho nas casas alheias, passando pelo período em que eu tinha que fugir do quarto depois das 23h para ler escondido na varanda, olhando a noite, até penar para conseguir enfim alugar um apartamento, tem me feito sentir falta das pequenas coisas, como dirigir. Sim, São Paulo me faz ter necessidades grandes mesmo. E estranhas também.

Por que a direção, o carro, esse apêndice de mim tão forte e presente, era meu passaporte para qualquer lugar. Agora eu tenho que me submeter as linhas de metrô, pontos de ônibus, lugares mais ou menos seguros, onde eu posso ir, onde eu não posso nem chegar perto.

Desde o início, minha rotina não teve a mínima similaridade com o utópico sonho de férias. Coisa que eu não sei o que é há muito tempo, aqui dou valor a outras coisas. Minha rotina mudou sensivelmente, tenho que ralar pra caramba para conseguir as coisas mais simples, nunca mais faltou cerveja na geladeira e eu posso sim ler até as 05h da manhã e acordar às 12h. Aqui eu sou meu próprio rei, e faço o que posso para descobrir como eu funciono.

Por que aqui, depois de 22 anos, eu tive problemas para dormir. Mesmo querendo me concentrar na minha respiração, eu fui além do horário e o tempo passava devagar. Só às 05h30, quando não existia mais nada para fazer em lugar nenhum, nem mesmo internet, eu consegui dormir. Incrível, não?

Sim, eu também acho incrível. O mais incrível é que por mais que eu queira, não consigo manter meu ritmo de saídas. Seja por que falta o vil metal, seja por que tudo é muito longe, seja por que eu tenho medo de ir sozinho… E por que, no dia em que eu decidi não ficar em casa, e subi uma ladeira para encontrar um último bar aberto, e estava tão frio que eu me sentia mal, estar no bar sozinho era extremamente patético. Como ela diz, beber sozinho é o fim. Lembro que um dia encontrei, junto com Rosa e uma amiga agora totalmente distante, um cara que pagava uma disciplina comigo e a tal amiga. E ele bebia sozinho. No meio de um bar tão feliz.

Totalmente desnecessário dizer que um sentimento de pena me encheu. E a reciprocidade desse sentimento me fez beber só três cervejas e voltar pra casa. A razão é que é complicado sair à noite, sozinho, no frio, sem ter com quem puxar uma conversa. É ruim, sim. E assim, minha semana inteira de saídas constantes e sem hora pra voltar para casa se tornou numa constante de estudo…

Mas aqui é bom também. Mesmo que eu busque a cada pessoa que cruze a porta um olhar conhecido, uma palavra que eu possa entender e não apenas me esforçar para prender a atenção o outro… Como uma amiga me disse, talvez essa seja a grande vantagem de São Paulo. Sei não, talvez seja. Ser um total desconhecido e não conhecer ninguém aqui dá uma sensação falsa de liberdade. É aí que você se toca do vazio de tudo isso.

Por isso que eu me liberto e deixo de lado a criança pidona para desejar apenas uma noite virada com aquelas pessoas que eu tanto gosto. Parece uma coisa simples, banal, mas na beligerante Sampa, de tantas vontades e locais inacessíveis, amanhecer o dia com meus amigos talvez seja a coisa que eu mais deseje para mim.

Então mesmo que não haja motivo para uma comoção geral, digo que em mais um ponto eu fico diferente. Nada agora substituiria um abraço

Rio de Janeiro você foi feito pra mim?

Poiszé, caros amigos…

Recebi a boa notícia de que vou passar meu aniversário [ou pelo menos o fim de semana seguinte a ele] com meus tios, mas principalmente, com meu pai, minha irmã mais velha e minha sobrinha. No Rio de Janeiro… ;D

Agora tenho que arranjar dinheiro pra comprar o presente da minha mocinha…

Uma erva natural não pode te prejudicar?

You may be wondering who’s behind this Web site and what our motivation is. Well, this Web site and the Above the Influence ads you see on TV and in magazines are created for the National Youth Anti-Drug Media Campaign (a program of the Office of National Drug Control Policy). This campaign reflects what teens across the country have told us is going on in their lives.

TECLA SAP MODE [on]

“Você pode estar imaginando quem está por trás desse sítio e qual a nossa movitação. Bem, esse sítio e os anúncios da ‘Above the Influence’ que você vê na TV e nas revistas são criados pela Campanha Nacional Anti-drogas para Jovens (um programa do Escritório da Política Nacional do Controle da Drogas). Essa campanha reflete o que adolescentes ao redor do país tem nos dito sobre isso acontece em suas vidas”

legalize or not legalize? that´s the question...

Esse ‘going on in their lives’ é o principal mote da campanha: alertar os jovens sobre os riscos do consumo de drogas, sobre como evitar a influência de amigos… tudo com respostas interessantes, nada chatas e até bacanas… umas tiradas de letra espertíssimas!

A questão é que o site tem de tudo! São textos, seção de MythBusters sobre o que as drogas fazem ou não, podcasts, pequenas animações, textos, mais textos, as peças que vão pra TV, PDFs das campanhas… Eu ainda sou a favor do legalize, maaaaas, se é pra fazer campanha anti-droga, que se faça direito… o site é foda! ;D

Em tempo… eu vi o anúncio num site de resenhas de jogos de video game, o IGN.com. Tem melhor lugar para catar gente que ainda tem dúvidas sobre o uso da maryjane?